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Publicada em 31/12/1969, às 21h00
O resultado das reuniões de ontem [01] deixou claro que o governo mantém a sua política de não conceder reajuste aos servidores e, no caso específico do Judiciário e do MPU, de não ter disposição em resolver o impasse que impede a aprovação dos novos planos de cargos e salários da categoria. Os integrantes do Comando Nacional de Greve também criticam a cúpula do Judiciário pela falta de uma posição firme para garantir avanços efetivos nas negociações e ainda por aceitar a proposta dada pelo governo de criação de uma comissão e de encaminhar a apreciação do projeto somente após a eleição de outubro.
Na avaliação dos dirigentes sindicais, a greve precisa se fortalecer para que a categoria tenha condições de cobrar do Supremo Tribunal Federal e dos demais tribunais superiores uma satisfação a repeito do desfecho das conversas com o governo essa semana. Matéria publicada na edição de ontem do jornal Correio Braziliense afirmava categoricamente, a partir de uma suposta fonte do STF, que a proposta de implementação do PCS já teria sido fechada pelos dois poderes e que o encontro dos presidentes Lula e Cezar Peluso apenas oficializaria os termos desse suposto acordo. E o que ocorreu foi exatamente o contrário: governo e STF encerram a semana sem apresentar absolutamente nada de concreto aos servidores e definem apenas a criação de uma comissão que tem o claro propósito de segurar, ainda mais, a tramitação do PL 6613/09.
Na reunião com o ministro Paulo Bernardo, os coordenadores da Fenajufe, ao se mostrarem insatisfeitos com o impasse, explicaram a expectativa da categoria, em greve há quase dois meses, por uma proposta objetiva que garantisse a aprovação do PCS e sua consequente implementação conforme a proposta original. Eles afirmaram ao representante do governo que a categoria rejeita essa resposta, que não contempla minimamente sua reivindicação.
Enfrentando a postura dos representantes do governo de quererem jogar essa discussão para depois das eleições de outubro, os dirigentes da Federação insistiram na importância da continuidade das negociações e, a partir daí, foi agendada uma nova reunião para a próxima quinta-feira, 8 de julho, às 10h, com a participação do ministro Paulo Bernardo e do Advogado Geral da União, Luís Inácio Lucena Adams. O ministro se comprometeu, ainda, convidar o STF para esse encontro. Por Leonor Costa.
É lamentável e uma VERGONHA, a postura da cúpula do Judiciário Federal e MPU em abandonar seus servidores e necessitar serem convidados pelo Poder Executivo a discutir revisão de remunerações de sua categoria.
Corre à boca miúda no Judiciário Federal e do DF, além do MPU de todo País e no Congresso Nacional, que a FRENTAS é a grande responsável pela não aprovação do PCS IV e que contratou "assessor" parlamentar para não deixar oprojeto andar. Alguém pode acreditar que seriam capazes de tanto? os fatos falam por si, teremos tempo de sobra para descobrir toda verdade.
(admin)